Os cinco tipos de coordenação, as conjunções de cada um e o truque do “pois” que a banca adora cobrar.
por Pablo Jamilk, Mestre e Doutor em Letras
Orações coordenadas são orações independentes do ponto de vista sintático: uma não funciona como termo da outra. Quando vêm apenas separadas por vírgula, são assindéticas (Cheguei, estudei, dormi.). Quando são ligadas por conjunção, são sindéticas e se classificam em cinco tipos: aditivas (e, nem), adversativas (mas, porém), alternativas (ou… ou), conclusivas (logo, portanto) e explicativas (pois, porque).
| Tipo | Ideia | Conjunções mais cobradas | Exemplo |
|---|---|---|---|
| Aditiva | Soma | e, nem, não só… mas também | Estudou e revisou. |
| Adversativa | Oposição | mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto | Estudou, mas não revisou. |
| Alternativa | Escolha ou alternância | ou… ou, ora… ora, quer… quer, seja… seja | Ou estuda, ou trabalha. |
| Conclusiva | Conclusão | logo, portanto, por isso, pois (depois do verbo) | Estudou; passará, pois. |
| Explicativa | Justificativa | pois (antes do verbo), porque, que | Estude, pois a prova está perto. |
Período composto é a frase com mais de um verbo. Quando as orações se ligam sem que uma dependa da outra, temos coordenação. Cada oração tem sentido completo e estrutura própria: sujeito, verbo e complementos. Em Li o edital e fiz a inscrição, as duas partes funcionariam sozinhas.
Isso é o oposto da subordinação, em que uma oração exerce função sintática dentro da outra, como sujeito, objeto ou adjunto. Veja o artigo sobre orações subordinadas.
São as que aparecem lado a lado sem conjunção, separadas por vírgula, ponto e vírgula ou dois-pontos. Vim, vi, venci. O candidato leu a questão, marcou a resposta, passou para a próxima.
Somam ações ou ideias. Não estudou nem revisou. Não só leu o edital, mas também anotou os prazos. Atenção: o “e” às vezes carrega ideia de oposição (Estudou muito e não passou). Nas provas, a classificação costuma seguir o valor semântico, então esse “e” pode ser tratado como adversativo.
Trazem uma ideia contrária ou uma quebra de expectativa. A prova era longa, porém o tempo foi suficiente. As conjunções porém, contudo, todavia, entretanto e no entanto podem mudar de posição na oração: O tempo, porém, foi suficiente.
Indicam escolha ou alternância. Ora estuda de manhã, ora estuda à noite. Quer chova, quer faça sol, a prova acontece.
Apresentam a conclusão do que foi dito antes. Resolveu todas as questões; logo, está preparado. Não revisou o conteúdo, por isso errou.
Justificam o que foi dito antes, geralmente depois de uma ordem, pedido ou opinião. Leve água, pois a prova é longa. Deve ter chovido, porque o chão está molhado.
O “pois” é a pegadinha preferida das bancas, porque pode ser explicativo ou conclusivo. A posição resolve:
Classifique a oração destacada pela conjunção.
Respostas: 1. Adversativa. 2. Explicativa (pois antes do verbo). 3. Alternativa. 4. Conclusiva. 5. Assindéticas (sem conjunção).
Na coordenada, as orações são independentes sintaticamente. Na subordinada, uma oração exerce função sintática dentro de outra, como sujeito, objeto ou adjunto adverbial.
É a oração coordenada que se liga à outra sem conjunção, apenas por vírgula ou outro sinal de pontuação: Cheguei, estudei, dormi.
São cinco: aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva e explicativa.
Se o pois vem antes do verbo, no início da oração, é explicativo. Se vem depois do verbo, entre vírgulas, é conclusivo e equivale a portanto.
Em regra, não, quando o sujeito é o mesmo. Usa-se vírgula quando os sujeitos são diferentes, quando o e tem valor adversativo ou quando se repete várias vezes.
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Referências: BECHARA, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira. CUNHA, Celso; CINTRA, Lindley. Nova Gramática do Português Contemporâneo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.
Leia também: sintaxe do período simples, pontuação e uso dos porquês.